Sergio Alves

Psicólogo especializado em
complexo paterno

Sou psicólogo formado pelo UniBrasil — Centro Universitário (2018), com pós-graduação em Psicologia Analítica pela mesma instituição (2021). Atuo há mais de oito anos acompanhando pessoas em processos de autoconhecimento e transformação, com atendimento aberto a todos os públicos.

Minha aproximação com o complexo paterno não nasceu de um único momento. Ela veio de uma combinação entre vivências pessoais e uma inquietação que o estudo clínico não conseguia calar. Ao me debruçar sobre a origem histórica das relações paternas no Brasil, me deparei com algo que a clínica confirmava todos os dias: não temos uma boa representação do pai primevo em nossa cultura.

A colonização nos deixou uma herança sombria. O “pai fundador” do Brasil foi, em muitos casos, um homem que violentou, explorou e abandonou. Essa figura se inscreveu no inconsciente coletivo e segue ecoando nas histórias individuais que chegam até o consultório — nas dificuldades de confiança, na ferida da ausência, no medo da autoridade, na busca por aprovação que nunca vem.

Compreender esse pano de fundo histórico e simbólico mudou a forma como escuto. Trabalho na perspectiva da Psicologia Analítica de Jung, entendendo que curar a ferida paterna exige tanto olhar para a história singular de cada pessoa quanto para os padrões coletivos que a moldaram.

Se você carrega o peso de uma relação difícil com a figura paterna — seja pela ausência, pelo excesso, pela violência ou pelo silêncio — saiba que esse processo tem caminho. E que ele pode começar aqui.

Sérgio Alves

CRP: 08/28336

Perguntas Frequentes Sobre os Atendimentos

Esta seção fornece respostas para perguntas frequentes, ajudando você a encontrar as informações que precisa de forma rápida e fácil.

O que é o trabalho com foco na imagem paterna na terapia junguiana?

É um processo terapêutico que explora como a relação com a figura representante paterna (presente, ausente, crítica ou idealizada) moldou sua psique, seus padrões de relacionamento e sua autoimagem. Trabalhamos para compreender e integrar essas marcas, permitindo maior autonomia emocional.

Quanto tempo dura esse processo terapêutico?

Não há um prazo fixo. Cada pessoa tem seu ritmo. Alguns começam a identificar padrões nas primeiras sessões, mas a integração profunda é um processo gradual que respeita seu tempo interno. O importante é a qualidade do trabalho, não a velocidade.

Esse trabalho é só para quem teve um pai ausente ou abusivo?

Não. Trabalhamos também com pais presentes mas emocionalmente distantes, pais críticos, pais idealizados, ou mesmo a ausência de referência paterna. Qualquer configuração dessa relação pode deixar marcas que merecem ser compreendidas.

Homens e mulheres trabalham isso de forma diferente?

Ambos carregam marcas da relação com o pai ou sua representação, mas elas podem se manifestar de formas distintas. Homens e mulheres frequentemente trabalham questões de identidade, feminilidade, masculinidade, padrões de escolha afetiva e autovalorização. Mas cada caso é único.

Preciso falar sobre meu pai em todas as sessões?

Não necessariamente. A imagem paterna aparece de diversas formas: nos seus relacionamentos atuais, nas suas escolhas profissionais, na sua relação com autoridade. Trabalhamos com o que emerge naturalmente no seu processo.

Esse trabalho pode melhorar meu relacionamento com meu pai?

Pode, mas não é o objetivo primário. O foco é sua relação consigo mesmo e como as marcas dessa relação afetam sua vida. Às vezes, compreender leva à reconciliação; outras vezes, leva à aceitação do que foi e à construção do que pode ser.

Para Quem é Este Trabalho?

A psicoterapia focado no imagem paterna é para você que:

Cresceu sem pai presente e sente que falta algo fundamental na vida. Teve um pai crítico e carrega uma voz interna que diz que você nunca é bom o suficiente. Repete padrões em relacionamentos, escolhendo parceiros indisponíveis ou controladores. Sabota-se perto do sucesso, como se algo interno impedisse suas conquistas. Tem dificuldade com autoridade, oscilando entre submissão e rebeldia. Sente-se eternamente criança, com dificuldade em decidir e assumir responsabilidades. Busca aprovação constante e sua autoestima depende de validação externa. Repete com seus filhos padrões que sofreu e quer quebrar esse ciclo. Carrega culpa ou raiva intensa relacionada ao pai que contamina sua vida atual.

Se você se identificou com um ou mais desses pontos, este modelo de psicoterapia pode te ajudar a transformar essa ferida em consciência e autonomia.